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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

ESTRIAS E TRATAMENTOS

  • ESTRIAS E TRATAMENTOS 
As estrias são causadas pela ruptura das fibras de colágeno e elastina, responsáveis pela elasticidade da pele.
Estas fibras elásticas estão localizadas na derme e sofrem ruptura devido à distensão exagerada relacionada a alterações hormonais, ganho ou perda de peso repentinamente ou ganho de muita massa muscular em curto período de tempo.
É comum o surgimento durante a adolescência em decorrência do crescimento acelerado nesta fase da vida e também na gravidez.
As mulheres têm maior predisposição ao desenvolvimento de estrias, sendo esta uma das principais queixas de estética feminina.
As estrias surgem principalmente nas coxas, nádegas e abdome.
Inicialmente as lesões são avermelhadas ou róseas evoluindo mais tarde para uma tonalidade esbranquiçada. Em pessoas de pele morena as estrias podem ser mais escuras que a pele sadia.
Existem diversos tratamentos para estrias, muitos com eficiência duvidosa e outros com bons resultados.
Tratamento preventivo das estrias
O surgimento das estrias depende de uma tendência pessoal. Algumas pessoas as desenvolvem mesmo com pouca distensão da pele e outras não desenvolvem estrias nem na gravidez, quando a distensão da pele é muito grande.
Ainda assim fazer um tratamento preventivo antes que as estrias apareçam é boa estratégia. Medidas recomendadas:
  • Hidratação intensa da pele com cremes e loções hidratantes para tentar evitá-las, principalmente em pessoas com histórico familiar de estrias.
  • Beber pelo menos oito copos grandes de água por dia (2 litros).
  • Evitar engordar demais e rapidamente, eliminando doces e gorduras da dieta e praticando exercícios físicos regularmente.


Tratamento das estrias
As estrias são lesões irreversíveis, ou seja, não há tratamento curativo. Os tratamentos buscam melhorar o aspecto da pele, estimulando a formação de tecido colágeno e tornando as estrias mais semelhantes à pele.
Tratamento das estrias com ácidos. Alguns tipos de ácidos estimulam a formação de tecido colágeno, especialmente o ácido retinóico, melhorando o aspecto das estrias. O tratamento com ácido retinóico causa descamação e vermelhidão, por isto seu uso deve ser orientado pelo médico dermatologista de acordo com cada tipo de pele. Ao usar este tipo de tratamento deve-se evitar exposição solar .
Tratamento das estrais com peelings. Os peelings agem da mesma forma que os ácidos, no entanto, de uma forma mais acelerada e intensa, geralmente levando a um melhor resultado. O procedimento é realizado pelo médico e atenção com a exposição solar é ainda mais necessária.
Tratamento das estrais com subcisão. A subcisão consiste na introdução de uma agulha grossa, com ponta cortante, ao longo e por baixo da estria, com movimentos de ida e volta. O trauma causado leva à formação de tecido colágeno no local, que preenche a área onde o tecido estava degenerado.
Tratamento das estrais com dermoabrasão. A dermoabrasão é o lixamento das estrias provocando reação semelhante à dos peelings, com formação de colágeno, mas com a vantagem de regularizar a superfície da pele, que ganha mais uniformidade, ficando mais semelhante à pele ao redor.
Tratamento das estrais com laser. Existem tipos de laser, como o fracionado e o pulsátil, que estimulam a formação de novo colágeno, com diminuição do tamanho das estrias recentes ou antigas.
Jucimara


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Indicação da Drenagem Linfática Manual

INDICAÇÃO DA DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL

Prevenção da Celulite (Hidrolipodistrofia Ginóide)

Desintoxicação do organismo

Relaxamento muscular corporal
Microvarizes
Equimose (mancha provocada por hematoma)
Acne (Região das costas)
Sensação de cansaço nas pernas, no caso de gravidez (após o 3º mês de gestação com autorização do médico responsável do pré-natal)
Edema corporal pós-parto normal

Contra - Indicação

Pressão baixa patológica
Cardíacos (sem autorização do cardiologista)

Câncer (suspeita ou em tratamento)

Processos infecciosos

Estado febril

Alteração do funcionamento na Tireóide  (suspeita ou em tratamento )

Bronquite (crises freqüentes)
Pós-operatório
Trombose (coagulação do sangue em áreas específicas dentro do aparelho circulatório)



Doenças dos Linfáticos

DOENÇAS DO LINFÁTICO
As doenças primárias do sistema linfático geralmente estão relacionadas com malformações congênitas ou a neoplasias próprias do sistema linfático.
As doenças secundárias podem ser resultantes do comprometimento ganglionar por células neoplásicas, por bactérias, nematóides, fungos, cirurgias e radioterapia.
A erisipela é uma doença infecciosa produzida pelo streptococo beta-hemolítico do grupo A e raramente do grupo C. Caracteriza-se clinicamente por febre elevada, cefaléia, náuseas e vômitos, além de sinais de inflamação. Observa-se comprometimento de vasos linfáticos e de linfonodos, sendo observada uma faixa avermelhada e dolorosa no trajeto linfático, adenomegalia inguinal dolorosa, acompanhada quase sempre de febre elevada. Não deve ser confundido com trombose.

Linfedema


No linfedema há o aumento de volume de todo ou de parte de um membro devido ao edema ocasionado por lesão da circulação linfática. As causas desta doença são geralmente sistêmicas (cardíaca, renal, hormonal, ciclo menstrual, drogas, etc.).
A classificação do linfedema o divide em primário (a lesão no sistema linfático ocorre na formação do sistema), congênito (lesão ocorre ao nascimento), precoce, tardio (lesão ocorre após os 35 anos), secundário (lesão é decorrente de doenças como filariose e erisipela, por exemplo). Como principais diagnósticos diferenciais temos estase venosa crônica, trombose venosa, erisipela, metástases ganglionares e linfangite.
No exame físico de uma região acometida por linfedema, temos um edema duro que evolui com o espessamento da pele, hiperpigmentação e verrugas. O diagnóstico deve ser confirmado por linfografias e o tratamento pode ser clínico (higiene, fisioterapia, farmacológico) ou cirúrgico (anastomoses e lipectomia).
O linfedema é o edema resultante do comprometimento do sistema linfático. Suas características dependem da etiologia, do tempo de evolução e das complicações. Em sua fase inicial, ele é mole, depressível, frio, indolor e regride com o repouso. O de longa duração costuma ser duro, não depressível, frio, indolor e não regride com o repouso. O linfedema pode ser classificado em primário, podendo ser congênito (brida amniótica, doença de Milroy), precoce e tardio. Será secundário por alterações dos vasos linfáticos pós-surtos de erisipela, pós-estase venosa crônica, pós-traumatismo, filariose, iatrogênico (pós-cirurgia de varizes, pós-safenectomia, pós-dissecção inguinal), ou por alterações dos linfonodos a partir de neoplasias, fibrose pós-radioterapia, esvaziamento ganglionar, tuberculose e medicamentos.

A Importância da Linfa

A linfa além do papel de corrente transportadora, tem a função de proteger o organismo contra bactérias no sangue. Quando aparecer gânglios aumentados é sinal de infecção.
A íngua é comum por excesso e reações alérgicas fazendo os linfonodos incharem. A íngua tem o nome científico de adenite.
A pressão do tecido intersticial tem que ser maior no interior dos vasos capilares e só assim será possível drenar, essa pressão tem que ser média, não muito forte, pois pode acarretar uma compressão dos capilares.

 Jucimara massoterapêuta

  10/11/2010

terça-feira, 9 de novembro de 2010

SISTEMA LINFÁTICO

Sistema Linfático

·         Capilares linfáticos
·         Sistema de vasos linfáticos
·         Linfonodos ou gânglios linfáticos
·         Baço.

O sistema linfático faz parte da defesa natural do organismo contra as infecções e faz parte do sistema circulatório juntamente com o sistema arterial e venoso.
É constituído por uma vasta rede de vasos semelhantes às veias (vasos linfáticos), que se distribuem por todo o corpo e recolhem o líquido tissular que não retornou aos capilares sanguíneos, filtrando-o e reconduzindo-o à circulação sanguínea.
O fluído (linfa) dos tecidos que não volta aos vasos sanguíneos é drenado para os capilares linfáticos existentes entre as células. Estes se ligam para formar vasos maiores que desembocam em veias que chegam ao coração. 
Capilares Linfáticos: Eles coletam a linfa (um líquido transparente, levemente amarelado ou incolor - 99% dos glóbulos brancos presentes na linfa são linfócitos) nos vários órgãos e tecidos. Existem em maior quantidade na derme da pele.       
Vasos Linfáticos: Esses vasos conduzem a linfa dos capilares linfáticos para a corrente sanguínea. Há vasos linfáticos superficiais e vasos linfáticos profundos. Os superficiais estão colocados imediatamente sob a pele e acompanham as veias superficiais. Os profundos, em menor número, porém maiores que os superficiais, acompanham os vasos sanguíneos profundos.
Todos os vasos linfáticos têm válvulas uni direcionadas que impedem o refluxo, como no sistema venoso da circulação sanguínea.                                                                                        
Baço: O baço está situado na região do hipocôndrio esquerdo, entre o fundo do estômago e o músculo diafragma. É mole e esponjoso, fragmenta-se facilmente, e sua cor é vermelho-violácea escura. No adulto, mede cerca de 13 cm de comprimento e 8 a 10 cm de largura. É reconhecido como órgão linfático porque contém nódulos linfáticos repletos de linfócitos. Do bom funcionamento deste complexo sistema, depende a saúde dos seres humanos e até a sua vida.
ESTRUTURAS DO SISTEMA LINFÁTICO
Sistema Linfático: Constitui uma via acessória pela qual líquidos podem fluir dos espaços intersticiais para o sangue. Podem remover proteínas e grandes materiais particulados dos espaços teciduais. Os tecidos e órgãos que produzem armazenam e transportam células (linfócitos) que combatem infecções e doença. Desempenha papel importante nas defesas do corpo contra a infecção e alguns outros tipos de doença, inclusive o câncer. O sistema inclui:
                Medula óssea, 
                Nódulos linfáticos; Linfonodos (às vezes chamados de ‘glândulas linfáticas’) ou Gânglios linfáticos
                Vasos e Capilares linfáticos que transportam linfa.
                Órgãos como amígdalas (tonsilas), adenóides, baço, e timo (tecido conjuntivo reticular linfóide: rico em linfócitos).
O sistema linfático flui lentamente numa só direção. O líquido coletado ai passa por canais cada vez maiores até alcançar a região inferior do pescoço, onde deságua dentro das veias que se dirigem ao coração.

Seus canais são tão frágeis que se tornam invisíveis, alguns tem espessuras apenas de uma célula, seu liquido é claro como a água.

A drenagem da maioria desses líquidos é de responsabilidade da rede linfática, sendo este um trabalho de suma importância. Para nutrir as células os capilares sangüíneos constantemente vazam minerais, gorduras, vitaminas e açúcares juntamente com líquidos e proteínas. Seu caminho de retorno compreende um sistema coletor de pequeninos capilares linfáticos que leva finalmente até alcançar o canal linfático, dirigem-se uns 40 cm para cima pelo centro do corpo desembocando, finalmente, na corrente circulatória do sangue.

Quando os músculos se contraem os vasos linfáticos são comprimidos e o liquido empurrado para adiante. A rede linfática remove impurezas perigosas do organismo por meio de filtros que são massas de tecidos em forma de feijão que vão desde o tamanho de uma cabeça de um alfinete até 2,5 cm. de comprimento.
Eles são muito numerosos e se um falhar o outro logo adiante fará o seu serviço. Eles captam hemácias mortas, substâncias químicas, etc.
O sistema linfático possui dois ductos de grande importância: o ducto torácico e o ducto linfático direito. O ducto torácico desemboca na veia subclávia - jugular externa. Ele é responsável pela drenagem de linfa dos membros inferiores. Já a drenagem dos membros superiores, cabeça, pescoço e tronco é feita pelo ducto linfático direito que desemboca na veia subclávia / jugular direita.
A drenagem feita por esses ductos retira proteínas e líquido acumulados no interstício. As doenças linfáticas mais comuns acometem mais vasos coletores, nódulos e gânglios.         
O sistema imune mantém seu próprio sistema de circulação (os vasos linfáticos), o qual permeia todos os órgãos do corpo, excetuando-se o cérebro. Como o sistema sangüíneo, o sistema linfático faz parte do sistema circulatório, mas possui um fluido conhecido por linfa, em vez de sangue. O sistema linfático ajuda a transportar substâncias – células, proteínas, nutrientes, produtos residuais – pelo corpo.


Vasos Linfáticos: Conduzem a linfa dos capilares linfáticos para a corrente sanguínea. Todos os vasos linfáticos têm válvulas uni direcionadas que impedem o refluxo, como no sistema venoso da circulação sanguínea. Os Vasos passam através dos linfonodos, que contêm grande quantidade de linfócitos e atuam como filtros, confinando organismos infecciosos como bactérias e vírus. Praticamente todos os tecidos do corpo possuem canais linfáticos.  Os que não os tem, possuem os chamados pré-linfáticos.  Quase toda a linfa é drenada para o duto torácico, que desemboca no sistema venoso. 1/10 do líquido que filtra dos capilares arteriais retorna ao sangue pelo sistema linfático. 
O sistema imune mantém seu próprio sistema de circulação (os vasos linfáticos), o qual permeia todos os órgãos do corpo, excetuando-se o cérebro. Como o sistema sangüíneo, o sistema linfático faz parte do sistema circulatório, mas possui um fluido conhecido por linfa, em vez de sangue. O sistema linfático ajuda a transportar substâncias – células, proteínasnutrientes, produtos residuais – pelo corpo. 
Vasos Linfáticos: Conduzem a linfa dos capilares linfáticos para a corrente sanguínea. Todos os vasos linfáticos têm válvulas uni direcionadas que impedem o refluxo, como no sistema venoso da circulação sanguínea. Os Vasos passam através dos linfonodos, que contêm grande quantidade de linfócitos e atuam como filtros, confinando organismos infecciosos como bactérias e vírus. Praticamente todos os tecidos do corpo possuem canais linfáticos.  Os que não os tem, possuem os chamados pré-linfáticos.  Quase toda a linfa é drenada para o duto torácico, que desemboca no sistema venoso. 1/10 do líquido que filtra dos capilares arteriais retorna ao sangue pelo sistema linfático. 

Linfa: líquido esbranquiçado ou amarelo claro de composição comparável à do plasma sanguíneo, que circula no organismo em vasos próprios chamados vasos linfáticos e transporta linfócitos. O fluído dos tecido que não volta aos vasos sanguíneos é drenado para os capilares linfáticos existentes entre as células.Estes se ligam para formar vasos maiores que desembocam em veias que chegam ao coração. Esse líquido possui macromoléculas que não conseguem ser reabsorvidas pelos capilares venosos.  Isso ocorre devido a estrutura especial do endotélio linfático, que forma verdadeira válvulas. A linfa tem quase a mesma composição do líquidos intersitial com uma concentração protéica de 3 a 5g/dl.  2/3 de toda a linfa derivam do fígado e do intestino. É um líquido pálido e espesso carregado de gordura e de leucócitos.
 As glândulas linfáticas filtram a linfa, formando uma espécie de barreira para as substâncias nocivas, ativando o sistema imunológico.



LINFÓCITOS
São tipos de glóbulos brancos. Acumula-se nos gânglios linfáticos.


Nódulos Linfáticos;
Gânglios linfáticos ou Linfonodos: Pequenos órgãos em forma de feijões localizados ao longo do canal do sistema linfático. Armazenam células brancas (linfócitos) que tem efeito bactericida. Quando ocorre uma infecção, podem aumentar de tamanho e ficar doloridos enquanto estão reagindo aos microorganismos invasores. Eles também liberam os linfócitos para a corrente sanguínea. Possuem estrutura e função muito semelhantes às do baço. Distribuem-se em cadeias ganglionares (ex: cervicais, axilares, inguinais etc). O termo popular “íngua” refere-se ao aparecimento de um nódulo doloroso
Os linfonodos tendem a se aglomerar em grupos – por exemplo, há grandes grupos nas axilas, no pescoço e na virilha. Quando uma parte do corpo fica infeccionada ou inflamada, os linfonodos mais próximos se tornam dilatados e sensíveis. Existem cerca de 400 glânglios no homem, dos quais 160, encontram-se na região do pescoço. Outros locais de acúmulo de gânglios linfáticos, são as axilas, virilhas e a região poplítea.

Linfócitos: Um tipo de glóbulo branco do sangue. 99% dos glóbulos brancos presentes na linfa são linfócitos. Produzem anticorpos para defender o organismo de infecções. Tal como outros tipos de células sangüíneas, os linfócitos se desenvolvem na medula óssea e se deslocam no sistema linfático. 
      Há dois tipos principais de linfócitos:               
Células T -  Eles começam a viver como células imaturas chamadas de células-tronco. Ainda na infância, alguns linfócitos migram para o timo, onde amadurecem e se transformam em células T. Em condições normais,  a maioria dos linfócitos em circulação no corpo são células T.  Sua função é a de reconhecer e destruir células anormais do corpo (por exemplo, as células infectadas por vírus). Os linfócitos T aprendem como diferenciar o que é próprio do organismo do que não o é no timo. Os linfócitos T maduros deixam o timo e entram no sistema linfático, onde eles atuam como parte do sistema imune de vigilância.              
   Células B - Permanecem na medula óssea e amadurecem transformando-se em células B. As células B reconhecem células e materiais ‘estranhos’ (como bactérias que invadiram o corpo). Quando essas células entram em contato com uma proteína estranha (por exemplo, na superfície das bactérias), elas produzem anticorpos que ‘aderem’ à superfície da célula estranha e provocam sua destruição. Derivados de uma célula-tronco (célula-mãe) da medula óssea e amadurecem até transformarem-se em plasmócitos, os quais secretam anticorpos.
      Ambos linfócitos T e B desempenham papel importante no reconhecimento e destruição de organismos infecciosos como bactérias e vírus. As células assassinas naturais, discretamente maiores que os linfócitos T e B, são assim denominadas por matarem determinados micróbios e células cancerosas. O “natural” de seu nome indica que elas estão prontas para destruir uma variedade de células-alvo assim que são formadas, em vez de exigirem a maturação e o processo educativo que os linfócitos B e T necessitam. As células assassinas naturais também produzem algumas citocinas, substâncias mensageiras que regulam algumas das funções dos linfócitos T, dos linfócitos B e dos macrófagos.

As circulações linfáticas e sanguíneas estão intimamente relacionadas. A macro e a microcirculação de retorno dos órgãos e/ou regiões é feita pelos sistemas venoso e linfático.
As moléculas pequenas vão, em sua maioria, diretamente para o sangue, sendo conduzidas pelos capilares sanguíneos,  e as grandes partículas alcançam a circulação através do sistema linfático
        Entretanto, mesmo macromoléculas passam para o sangue via capilares venosos, sendo que o maior volume do fluxo venoso faz com que, no total, o sistema venoso capte muito mais proteínas que o sistema linfático. Contudo, a pequena drenagem linfática é vital para o organismo ao baixar a concentração protéica média dos tecidos e propiciar a pressão tecidual negativa fisiológica que previne a formação do edema e recupera a proteína extravasada (Duque, 2000).
        As moléculas de proteínas transportam oxigênio e nutrientes para as células dos tecidos, onde então removem seus resíduos metabólicos. Várias moléculas de proteínas que não conseguem ser transportadas pelo sistema venoso são retornadas ao sistema_sangüíneo através do linfático. Conseqüentemente, o líquido linfático se torna rico em proteínas, mas também transporta células adiposas, e outras macromoléculas. A circulação normal de proteínas requer um funcionamento adequado dos vasos linfáticos, caso contrário, os espaços_intersticiais_podem_ficar_congestionados(Miller, 1994).
        Os troncos linfáticos, ou coletores terminais são vasos de maior calibre que recebem o fluxo linfático, e compreendem os vasos linfáticos lombares, intestinais, mediastinais, subclávios, jugulares e descendentes intercostais. A união dos troncos intestinais, lombares e intercostais forma o ducto torácico. Os troncos jugulares, subclávios e broncos mediastinal direito formam o ducto linfático direito (Garrido, 2000).

O mecanismo de formação da linfa envolve, então, três processos muito dinâmicos e simultâneos:
  Ultrafiltração: é o movimento de saída de H2O, O2 e nutrientes do interior do capilar arterial para o interstício, ocorrendo pela PH positiva no capilar arterial e a PH negativa ao nível do interstício.
       Absorção venosa: é o movimento de entrada de H2O, CO2, pequenas moléculas e catabólitos do interstício para o interior do capilar venoso, ocorrendo por difusão, quando a pressão intersticial é maior do que a existente no capilar venoso
       Absorção linfática: é o início da circulação linfática, determinada pela entrada do líquido intersticial, com proteínas de alto peso molecular e pequenas células, no interior do capilar linfático inicial, que ocorre quando a pressão é positiva e os filamentos de proteção abrem as micro-válvulas endoteliais da parede do capilar linfático . Este começa a ser preenchido pelo líquido intersticial e, quando o preenchimento chega ao máximo, as microválvulas se fecham, iniciando a propulsão da linfa através dos pré-coletores e coletores (Camargo, 2000).

Linfa: líquido esbranquiçado ou amarelo claro de composição comparável à do plasma sanguíneo, que circula no organismo em vasos próprios chamados vasos linfáticos e transporta linfócitos. O fluído dos tecido que não volta aos vasos sanguíneos é drenado para os capilares linfáticos existentes entre as células.Estes se ligam para formar vasos maiores que desembocam em veias que chegam ao coração. Esse líquido possui macromoléculas que não conseguem ser reabsorvidas pelos capilares venosos.  Isso ocorre devido a estrutura especial do endotélio linfático, que forma verdadeira válvulas. A linfa tem quase a mesma composição do líquidos intersitial com uma concentração protéica de 3 a 5g/dl.  2/3 de toda a linfa derivam do fígado e do intestino. É um líquido pálido e espesso carregado de gordura e de leucócitos. 
Gânglios Linfáticos

O sistema linfático é constituído dos vasos linfáticos e dos linfonodos. Eles se originam na microcirculação, formando uma extensa rede entre os capilares arteriais e venosos. Os fatores que determinam o fluxo linfático são, a pressão do líquido intersticial, as válvulas dos vasos linfáticos, a bomba linfática, a contração dos músculos, a contração das artérias, a movimentação do corpo e a compressão extrínseca ocasionada por roupas, calçados e ligas.                                                                                                                  
Os linfáticos do membro inferior acompanham as veias, sendo que os linfáticos superficiais acompanham as veias safenas e os profundos as veias profundas. Os grupos de linfonodos são dois:
 Linfonodos poplíteos, responsáveis pela drenagem dos vasos que acompanham a veia safena parva.

Linfonodos inguinais, divididos em superficiais e profundos, os primeiros são mais numerosos, situados ao longo da veia safena magna e do ligamento inguinal. Drenam a linfa da coxa, nádegas, porção inferior da parede abdominal anterior, tecidos superficiais da perna, períneo, extremidade inferior da vagina, superfície do pênis e escroto ou lábios maiores.
 Os linfonodos profundos situam-se nas proximidades da porção proximal da v. femoral. Recebem a linfa dos linfonodos superficiais e de todos os linfáticos profundos da perna. Acompanham a v. ilíaca externa para alcançar linfonodos abdominais.
Os linfáticos do membro superior estão contidos nos seguintes grupos:
Linfonodos supratrocleares ou cubitais;
 Linfonodos deltopeitorais;
Linfonodos axilares, que se dividem nos grupos:
§ Lateral, drenam os vasos do membro superior;
§ Peitoral; drenam a maior parte da mama e os vasos do tronco situados acima da     cicatriz umbilical;
§ Posterior; drenam a parte posterior do ombro;
§ Central; recebe a linfa dos grupos lateral, peitoral e posterior;
§ Apical; recebe a linfa de todos os outros grupos e diretamente da mama.
Os linfáticos da cabeça e pescoço são divididos em superficiais e profundos. Entre os superficiais encontram-se:
Linfonodos occipitais, drena parte posterior do couro cabeludo;
Linfonodos retro-auriculares, drena porção posterior da cabeça;
Linfonodos parotídeos superficiais, drena a porção superior da face e região temporal;
Linfonodos submandibulares, drena a região submandibular e porção lateral da língua;
Linfonodos submentuais, drena a gengiva, o lábio inferior e a parte mediana da língua.
Entre os profundos situam-se:
Linfonodos júgulo-digástrico, drena 1/3 posterior da língua, tonsila palatina e orofaringe;
Linfonodos júgulo-Omo-hióideos, drena a língua;
  1. Linfonodos supraclaviculares, drena linfáticos esparsos ao longo do n. acessório;
Linfonodos pré-laríngicos, pré-traqueais, paratraqueais e retrofaríngico, drenando estruturas mais profundas da cabeça, como o ouvido médio, a cavidade nasal, os seios paranasais, a faringe e a glândula tireóide.
Os vasos linfáticos que partem destes linfonodos formam de cada lado o tronco jugular. No lado esquerdo, desemboca, geralmente, no ducto torácico. No lado esquerdo, termina na junção da veia jugular interna com a v. subclávia ou, então, une-se aos troncos subclávio e broncomediastinal para formar o ducto linfático direito.
O sistema linfático do tórax possui drenagem da parede e visceral, sendo os primeiros os grupos torácicos internos ou paraesternais, os frênicos e os intercostais. Os viscerais são:
Linfonodos pulmonares, broncopulmonares, traqueobronquiais que se unem no final para constituir o grupo paratraqueal;
Linfonodos traqueais, drenando traquéia, esôfago e linfonodos traqueobronquiais;
Linfonodos mediastinais, drenam o coração e pericárdio, com os vasos se unindo aos linfonodos traqueais para formar o tronco broncomediastinal.
O tronco broncomediastinal direito reúne-se aos troncos jugular interno e subclávio para constituir o curto ducto linfático direito, que termina no ângulo de junção das vv jugular interna e subclávia.
A drenagem linfática do abdome é através de duas longas cadeias de linfonodos colocadas de cada lado da aorta abdominal e das ilíacas comuns, externa e interna. No conjunto eles constituem o grupo lombar de linfonodos.
Os vasos linfáticos eferentes dos linfonodos celíacos e mesentéricos superiores formam o tronco intestinal que se abre na cisterna do quilo, início do ducto torácico.
A parede abdominal anterior é drenada por vasos que seguem a epigástrica superior para alcançar os linfonodos torácicos internos. Abaixo do umbigo, seguem a epigástrica inferior e a circunflexa profunda do ílio para atingir os linfonodos ilíacos externos.
A parede lateral é drenada por vasos que acompanham os AA e vv lombares para desembocarem em linfonodos para-aórticos ou retro-aórticos.
O ducto torácico é formado pela junção de troncos lombares, intestinais e intercostais descendentes. Ele termina na junção da v jugular interna com a subclávia drenando a linfa de toda a metade esquerda do corpo, do membro inferior direito e metade direita da região infra-umbilical.
Em última análise, a pelve é drenada por quatro grupos de linfonodos, sacral, ilíaco interno, ilíaco externo e ilíaco comum, sendo que drenam para os linfonodos lombares.

Exame Clínico

Durante a anamnese é importante pesquisar a ocorrência de infecções da pele e do tecido subcutâneo, de cirurgia ou traumatismo no trajeto dos principais coletores linfáticos e nas regiões de agrupamento de linfonodos.
Os principais sinais e sintomas observados nas afecções dos linfáticos são os edemas, a linfangite e as adenomegalias.
O edema pode ser ocasionado por bloqueio ganglionar ou dos coletores linfáticos como conseqüência de processo neoplásico, inflamatório ou parasitário. Em geral, ele é duro, frio e não reduz significativamente com o repouso.
A linfangite é a inflamação de um vaso linfático, caracterizando-se por eritema, dor e edema no trajeto do mesmo.
A adenomegalia é o aumento significativo do volume de um linfonodo, predominando a hiperplasia reacional. Pode ser causada por infecções viróticas e bacterianas, neoplasias, metástases, invasão por fungos e por parasitos. As adenomegalias superficiais são freqüentemente denominadas "ínguas".
O exame físico compreende a inspeção, feita com o paciente, inicialmente em pé, procurando identificar assimetrias no corpo e lesões na pele. A palpação onde procura-se alteração da temperatura, da consistência, da sensibilidade e da elasticidade da pele e do tecido subcutâneo. a ausculta tem por finalidade detectar a presença de alterações arteriais como estenose ou fístula arteriovenosa.


Jucimara Massoterapêuta
09-11-2010

sábado, 6 de novembro de 2010

História da Drenagem Linfática

História da Drenagem Linfática

Sabe-se que desde a antiguidade os médicos possuíam noções sobre a linfa e os vasos linfáticos, sendo conhecidos desde as primeiras dissecações feitas por Hipócrates (450 a.C.) posteriormente Vesalius no século XVI.
No século XVII porém, foi que alguns anatomistas descobriram e estudaram a linfa e os vasos linfáticos destacando-se entre eles o médico italiano Aselius que descreveu os vasos quilíferos de um cachorro (1622).
Em 1651, Pecquet observou o ducto linfático descrevendo a “Cisterna Chyli”, comprovando que o quilo não é drenado para o fígado e sim para um local determinado que mais tarde recebeu o nome de “Cisterna de Pecquet”.
 Em 1628, Gassend fez uma descrição de veias leitosas que ele observou no cadáver de um condenado a morte, porém a grande importância em estudos e funções da linfa é dada ao anatomista dinamarquês Thomas Bartholin, que dedicou sua tese ao Rei Frederico III da Dinamarca, comparando em seu trabalho a circulação linfática ao fértil vale do rio Nilo.
Estudos feitos entre 1652 e 1654, denominados Sistema Linfático, por Bartholin, serviram atualmente para o desenvolvimento e a descoberta da Linfografia, que foi inicialmente praticada em animais por Funaok e vários estudiosos (1929), utilizando compostos hidrocarbonados de iodo. Mais tarde, esses métodos foram aperfeiçoados.
 O método de Drenagem Linfática Manual, foi desenvolvido na Alemanha pelo casal dinamarquês Estrid e Emil Vodder, desde 1932. Dr. Vodder, formado em fisioterapia pela Universidade de Bruxelas, começou nos pacientes que se internavam para recuperar-se de infecções e resfriados crônicos, devido ao clima de seu país. O casal observou que a maioria dos pacientes apresentava os gânglios linfáticos do pescoço inchados. Naquela época, o sistema linfático era um tabu, mas assim mesmo eles resolveram estudar profundamente a drenagem linfática dos pacientes , e só em 1936 divulgaram esse trabalho.
O casal Vodder fundou um instituto na França e depois em Kopenhagem, onde estudaram e ensinaram o método que foi desenvolvido por eles.
 No campo médico-estético muitas foram às observações realizadas, o que resultaram positivamente nas diversas formas de utilização e que somente poderá trazer benefícios quando empregado de forma adequada.
 O médico Dr.Johannes Asdonk no ano de 1963, analisou a drenagem linfática sob o ponto de vista médico e ficou entusiasmado. Outros médicos e cientistas interessaram-se pela Drenagem Linfática Manual:
O Prof. Dr. Foeldi que estudou as vias linfáticas da cabeça e da nuca e suas interligações com o líquor cérebro-espinhal.
O Prof. Dr. Mislin examinou os mecanismos da motricidade dos capilares e dos vasos linfáticos.

A primeira oficialização pela medicina científica foi a Associação para Drenagem Linfática Manual que foi fundada em 1966. 10 anos depois , em 1976, esta passou a se chamar de Associação Alemã para Linfologia. O professor Collard de Bruxelas comprovou este método com trabalhos científicos e com filmes coloridos, mostrou a ação acelerada da drenagem linfática manual, após a aplicação de contraste no tecido intersticial.
Srª. Waldtraud Ritter Winter, esteticista (profissão desconhecida no Brasil há alguns anos atrás), que foi a precursora da Drenagem Linfática Manual no Brasil. Ela fez o curso ministrado pelo próprio casal Estrid e Emil Vodder na Alemanha em 1969, na Escola de Estética Lise Stiébre.
Logo que voltou ao Brasil, Srª. Waldtraud começou a colocar em prática seus novos conhecimentos numa sala de um prédio comercial no centro de Belo Horizonte, onde tratava suas clientes de estética, quando incluiu a drenagem em seus tratamentos, pôde notar que suas clientes relaxavam com mais facilidade, conseguindo também resultados bem significativos no tratamento de acne e revitalização.
No ano de 1977, a FEBECO  trouxe ao Brasil o Prof. Leduc, da Universidade de Bruxelas, aluno do Dr. Vodder e colaborador do Prof. Dr. Collard de Bruxelas, que conseguiu demonstrar através de um filme, a ação acelerante da Drenagem Linfática manual mediante a radioscopia, após a aplicação de contraste numa perna humana destinada a amputação.



 Jucimara